A governadora Fátima Bezerra recebeu, nesta segunda-feira (06), a cúpula do Grupo SEB (um dos maiores conglomerados educacionais do país) e do Grupo Thathi de Comunicação para discutir parcerias estratégicas ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte. No centro da pauta esteve o anúncio da instalação do Centro Integrado de Materiais e Minerais Estratégicos (CIMME) no estado.
O CIMME será um ecossistema tecnológico integrado, composto por três unidades: o Centro Cerâmico do Nordeste (CCN), o Núcleo de Tecnologia e Inovação em Minerais (NTIME), e o Núcleo de Materiais e Tecnologias Digitais (NMTDMA).
As estruturas devem funcionar no Parque Tecnológico PAX, em Macaíba, com participação do governo estadual, universidades e iniciativa privada. O investimento é de aproximadamente R$ 3 milhões, oriundos da parceria empresarial, de recursos do governo do estado e de emendas parlamentares.
A criação do centro e do núcleo vem alinhada com a cooperação para formação profissional através do programa “RN + OPORTUNIDADES”, ainda em desenvolvimento, que deve conectar formação e empregabilidade, com estímulo à inserção de profissionais no mercado de trabalho.
A pauta da mineração e a indústria cerâmica é atual e estratégica não só para o Rio Grande do Norte, mas para todo o Brasil. Esse tipo de indústria depende diretamente da mineração de argilas, caulim, feldspato e outros minerais industriais. A responsabilidade com a sustentabilidade, a eficiência produtiva, a valorização da matéria-prima, o desenvolvimento do estado e a empregabilidade no setor foram destacados pela governadora.
“Essa parceria já tomou forma e deu os primeiros sinais, com um dado importante que é a aliança com o PAX. Sabemos da seriedade do grupo, que já tem uma trajetória de sustentabilidade. O governo está movido pelo desejo do desenvolvimento do estado, com muita seriedade, espírito público e a vontade de acertar”, afirma a governadora, ressaltando a riqueza mineral do estado, que tem potencial inclusive na área da cerâmica.
“Será a união de uma área importante que é a mineração, o trabalho da pesquisa, a transformação, até chegar na indústria, chegar em produtos – a cadeia toda. Vamos conseguir esse feito exatamente com esses três centros, com o apoio da universidade e com a inserção na indústria”, explica Olavo Bueno, diretor-presidente do PAX.
“Esse marco, através do investimento no Pax, traz um pouco mais de celeridade na pesquisa de minerais estratégicos, juntamente com a parte de educação”, salienta João Ludgero, diretor executivo do Grupo SEB. “A questão da educação é extremamente desejável, especialmente o que diz respeito à educação profissional e tecnológica”, complementa a governadora.
“O intuito é trazer o projeto na forma de desenvolvimento, de pesquisas para as tecnologias, para o progresso do Estado e da população do Rio Grande do Norte, para que o país todo se desenvolva. É um modelo de negócio único, de vanguarda no Brasil”, comenta Felipe Justino, coordenador de Geologia do Grupo SEB.
Também estiveram presentes Ângela Paiva, presidente do Conselho de Administração do PAX; os professores da UFRN Carlos Alberto Paskocimas e Eduardo Martinelli; Hugo Fonseca (SEDEC); Socorro Batista (SEEC); Júlia Arruda (SEMJIDH); George Ramalho (SETHAS); Luciano Santas (SEAF); e Ivanilson Maia (GAC).
