Governo do Rio Grande do Norte lança o Atlas de Hidrogênio Verde do estado

O Governo do estado, em parceria com o SENAI e Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, lançou oficialmente o Atlas de Hidrogênio Verde do Rio Grande do Norte, documento técnico e estratégico que mapeia o enorme potencial potiguar para a produção de hidrogênio verde. O lançamento ocorreu nesta sexta-feira (10), no auditório da Governadoria do Estado, e contou com a presença dos gigantes do setor energético e industrial.

O Atlas é uma ferramenta de alta precisão técnica, que identifica onde a construção de novas plantas de hidrogênio será mais eficiente e sustentável, evidenciando que o Rio Grande do Norte possui um conjunto único de oportunidades. As informações geográficas indicam não apenas onde produzir, mas onde fomentar novas cadeias produtivas que se utilizem desse hidrogênio.

Com uma matriz elétrica composta por 98% de fontes renováveis, sendo considerada a mais verde do Brasil, o Rio Grande do Norte divulga esse documento que, juntamente com a divulgação do Atlas Eólico e Solar (em 2022), consolida o estado como líder na transição energética global. Seu pioneirismo já foi coroado, em agosto de 2025, com a sanção da Lei do Marco Regulatório do Hidrogênio e da Indústria Verde. A lei traz segurança jurídica ao setor, atraindo projetos de descarbonização e inovação tecnológica.

“Estamos deixando para as gerações presentes e futuras um marco legal, adequado, potente, que vai servir para orientar o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, levando em consideração o potencial que o Rio Grande do Norte tem nessa área”, comemora Fátima Bezerra. “Tanto é verdade que hoje estamos aqui celebrando a primeira licença conferida pelo IDEMA para a instalação de uma planta de produção de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte”, afirma a governadora, fazendo referência à licença concedia à empresa Brazil Green Energy para implantação de uma planta de hidrogênio verde e amônia verde, com 500 mw de capacidade instalada e produção estimada de 80 mil toneladas por ano.

Hugo Fonseca, secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, explica que o Atlas de Hidrogênio Verde reduz incertezas, orienta decisões e amplia a transparência. “Ao lado disso, avançamos na estruturação de projetos estratégicos, como o desenvolvimento do Porto-indústria Verde, concebido para atuar como hub logístico e industrial voltado à produção, ao processamento e à exportação de hidrogênio e seus derivados”, medidas que servem não apenas para ampliar a capacidade de geração de energia, mas para desenvolver cadeias produtivas locais.

Ranieri Rodrigues, pesquisador e engenheiro civil do Instituto Senai de Inovação e Energias Renováveis, enfatiza que o Atlas de Hidrogênio Verde demonstra que o estado possui um potencial de produção que, utilizando apenas 20% das áreas aptas, supera a demanda projetada para 2040 – mais de 20 milhões de toneladas anuais para 11 milhões de demanda esperada. Também esclarece sobre o uso da água para a produção do hidrogênio verde, “o mapeamento já considerou o uso de água de reúso e dessalinizada, não dependendo de mananciais superficiais ou subterrâneos”, explica.

“É muito importante dizer que esse atlas não é um ponto de chegada, é um ponto de partida. O Rio Grande do Norte tem potencial, naturalmente, para uma das maiores riquezas estratégicas do mundo contemporâneo.  Todos esses trabalhos e as diversas iniciativas nasceram exatamente porque se enxergava esse potencial. E esse potencial precisava ser tecnicamente amparado para seu desenvolvimento sustentável”, esclarece Roberto Serquiz, presidente da FIERN.

Além dos já citados, estiveram presentes Rodrigo Melo, diretor Regional do SENAI; Darlan Santos, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE); Ana Carolina Palma, coordenadora de Meio Ambiente da Brazil Green Energy; Ângela Paiva, presidente do Conselho de Administração do PAX; Francisco Belarmino, diretor administrativo do PAX; Jean Paul Prates, presidente do Conselho de Mantenedores do CERNE; Ivanildo Ferreira, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Macaíba; Werner Farkatt (IDEMA); Paulo Varela (SEMARH); Jane Carmem e Iranilson Germano (SEAD); Guilherme Saldanha (SAPE); Socorro Batista (SEEC); Luciano Santos (SEAF); Ivanilson Maia (GAC); Leidiane Queiroz (SESAP); Adriano Oliveira (SETHAS); Dácio Galvão (SETUR); Gustavo Coelho (SIN).

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