O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido, nesta quinta-feira (1º), para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília após receber alta do Hospital DF Star. Bolsonaro estava internado desde o dia 24 de dezembro e passou por diversos procedimentos médicos durante o período.
A transferência ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa. Com isso, o ex-presidente voltou a cumprir pena em unidade da Polícia Federal.
Alta hospitalar e decisão do STF
Antes da alta, os advogados de Bolsonaro solicitaram ao STF a conversão da prisão em regime domiciliar. A defesa alegou que o estado de saúde do ex-presidente seria incompatível com a rotina do sistema prisional. No entanto, Moraes entendeu que não havia impedimento médico para a manutenção da custódia.
Segundo o despacho, os relatórios médicos indicaram melhora no quadro clínico. Por isso, o ministro determinou o encaminhamento imediato de Bolsonaro à sede da PF assim que ele deixasse o hospital.
Procedimentos médicos durante a internação
Durante quase dez dias de internação, Jair Bolsonaro passou por quatro procedimentos médicos. Entre eles, uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, considerada o principal procedimento realizado no período.
Além disso, os médicos realizaram bloqueios anestésicos do nervo frênico para controlar crises persistentes de soluço. Mesmo assim, o ex-presidente continuou apresentando episódios do sintoma após a primeira intervenção.
Bolsonaro também se submeteu a uma endoscopia digestiva alta, que apontou quadros de esofagite e gastrite. Durante a internação, ele apresentou picos de pressão arterial e solicitou a prescrição de antidepressivos, conforme informações do hospital.
Situação jurídica de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal. O caso segue em andamento, e a defesa ainda pode apresentar novos recursos.
Por enquanto, o STF mantém a decisão que determina a permanência do ex-presidente sob custódia da Polícia Federal em Brasília.
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