O Papa Leão XIV convocou os fiéis a adotarem, durante a Quaresma, um “jejum” de palavras ofensivas, especialmente nas redes sociais e no debate político. A orientação integra a mensagem tradicional divulgada antes do início do tempo litúrgico, período em que o pontífice propõe reflexões espirituais aos cristãos em todo o mundo.
Na mensagem, o líder da Igreja Católica ressalta que o jejum quaresmal não deve se restringir à abstinência de alimentos. Segundo ele, é preciso ampliar o sentido da prática para atitudes concretas do cotidiano, incluindo a renúncia a palavras que “ferem, ofendem ou atingem o próximo”, sobretudo nos ambientes digitais e nos espaços de convivência pública.
O pontífice destacou que a moderação no uso da linguagem pode se tornar uma forma atual e necessária de penitência, contribuindo para relações mais respeitosas e para a construção de um diálogo social menos agressivo.
Celebrada nos 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, a Quaresma é um período dedicado à oração, reflexão e conversão. Com a proposta, o Papa reforça que o tempo litúrgico também pode ser oportunidade para transformar comportamentos e promover uma convivência mais harmoniosa na sociedade.
