O Governo do Rio Grande do Norte decretou, nesta quarta-feira 1º, situação de emergência por seca em 166 municípios do estado. A única cidade fora da lista é Natal. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e tem validade de 180 dias, podendo ser prorrogado por igual período.
Segundo o documento, a medida foi adotada em razão de “estiagem prolongada que provocou a redução sustentada das reservas hídricas existentes no Rio Grande do Norte”. Com a publicação, o governo pode contratar obras e serviços para mitigar os efeitos da seca com dispensa de licitação.
O levantamento considerou dados do Monitor da Seca da Agência Nacional de Águas para classificar os municípios.
O Governo do Rio Grande do Norte decretou, nesta quarta-feira (1º), situação de emergência por seca em 166 municípios do estado. A única cidade fora da lista é Natal. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e tem validade de 180 dias, podendo ser prorrogado por igual período.
Segundo o documento, a medida foi adotada em razão de “estiagem prolongada que provocou a redução sustentada das reservas hídricas existentes no Rio Grande do Norte”. Com a publicação, o governo pode contratar obras e serviços para mitigar os efeitos da seca com dispensa de licitação.
O levantamento considerou dados do Monitor da Seca da Agência Nacional de Águas para classificar os municípios.
Reservatórios em baixa
O decreto aponta que, no último semestre de 2025 e nos três primeiros meses de 2026, houve redução dos índices de chuva “abaixo do previsto para o período”, com impacto direto nos principais reservatórios do estado.
Entre os volumes citados:
- Açude Itans (Caicó): 0,5% da capacidade
- Passagem das Traíras (São José do Seridó): 0,03%
- Boqueirão de Parelhas: 9,18%
- Oiticica (Jucurutu): 22,72%
- Esguicho (Ouro Branco): 1,58%
Abastecimento e colapso
De acordo com o documento, nove municípios estão em colapso ou pré-colapso no abastecimento operado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte, afetando cerca de 128 mil habitantes.
Entre as cidades citadas estão Ouro Branco, Jardim do Seridó, Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Tenente Ananias.
O decreto aponta que o caso mais crítico é o de Serra do Mel, em colapso há quatro anos devido à contaminação dos poços.
O documento informa ainda que “a situação é igualmente delicada nas regiões rurais mais remotas, onde a ausência de uma rede estruturada de adutoras impossibilita o fornecimento regular de água potável à população”.
Carro-pipa e áreas rurais
O texto também indica que 49% dos municípios do estado têm a zona rural abastecida pelo Programa Operação Carro-Pipa, do governo federal, executado pelo Exército.
Segundo o decreto, a maioria das cidades está inserida no semiárido nordestino e enfrenta uma seca classificada como “sem precedentes, com reflexo no colapso hídrico, não apenas pelo fato do acesso à água potável não estar disponível, mas também por não existir água para o abastecimento”.
Chuvas abaixo do normal
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte informou que o primeiro semestre é considerado o período mais favorável para ocorrência de chuvas no estado. No entanto, os registros dos últimos três meses de 2025 e dos três primeiros meses de 2026 “foram bem abaixo do normal trazendo consequentes danos e prejuízos à população da região rural do Estado”.
