Entre os dias 13 e 15 de maio, a Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMCM/UFRN) recebeu o evento Cuidado no Sertão: diálogos sobre envelhecimento e saúde no Semiárido, marcando um espaço de encontro, escuta e construção coletiva em torno do cuidado, do envelhecimento e da garantia de direitos nos territórios rurais do Semiárido brasileiro.
Reunindo pesquisadores, trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores públicos, estudantes, movimentos sociais, representantes da sociedade civil e comunidades do território, o evento promoveu debates fundamentais sobre saúde da população do campo, cuidado domiciliar, formação em saúde rural, tecnologias e inovação no cuidado, além da articulação entre saúde, assistência social e território.
Ao longo da programação, as discussões abordaram os desafios contemporâneos da formação em saúde para territórios rurais, discutindo a importância da integração entre ensino, serviço e comunidade na construção de práticas de cuidado conectadas às realidades do semiárido. Mesas-redondas e apresentações de experiências reuniram profissionais da UFRN, representantes da gestão municipal, movimentos sociais e instituições parceiras, fortalecendo o diálogo entre diferentes saberes e práticas.
Ao falar sobre a importância da preparação dos ambientes à pessoa idosa, Adália Costa, coordenadora da Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (SAPS/Ministério da Saúde), ressalta a importância das ações pensadas para esse público. “A vida e o cuidado com o ser humano não estão em caixinhas”, conta ela. Ao longo do discurso, ela ainda ressalta a política nacional de cuidados como uma grande conquista.
A programação também trouxe reflexões sobre políticas públicas voltadas ao envelhecimento e à assistência domiciliar, com destaque para a conferência sobre o Programa de Atenção Domiciliar da Pessoa Idosa (Padi Brasil), apresentada por representantes do Ministério da Saúde (MS).
A professora da EMCM, Ana Carine Rolim, coordenadora do evento, ressaltou a importância do momento para integração e diálogo com a comunidade: “Se configurou como um espaço estratégico de debate sobre envelhecimento, ruralidade e organização do cuidado no Semiárido brasileiro. Recebemos, com muita alegria, representantes do Ministério da Saúde, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, gestores municipais, movimentos sociais, pesquisadores e diversas entidades comprometidas com a defesa do SUS e dos direitos das pessoas idosas.”
Ela ainda conta que o evento possibilitou discutir experiências e pesquisas como os projetos SerTão+Cuidado e Saúde nas Fronteiras da Agricultura e Tradição. “A iniciativa integra uma agenda nacional de articulação sobre saúde rural apoiada pelo CNPq, fortalecendo o papel da EMCM/UFRN, como instituição comprometida com a produção de respostas para os desafios do cuidado no sertão brasileiro”, conclui. Assim, o Cuidado no Sertão consolidou-se como um espaço de articulação entre experiências locais e agendas nacionais, reafirmando o compromisso com a defesa da vida, da dignidade e do direito ao cuidado das populações do semiárido.
